O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) recebeu a denúncia criminal contra o prefeito de Sangão, Castilho Silvano Vieira (PP), e determinou seu afastamento cautelar do cargo por 180 dias, sem prejuízo da remuneração. A decisão foi unânime entre os integrantes da 1ª Câmara Criminal, em julgamento realizado na terça-feira, 27 de outubro. O prefeito também deverá manter a proibição de contato com outros investigados e testemunhas.
A ação é um desdobramento da Operação Vale do Silício, deflagrada em 2021 para investigar suspeitas de irregularidades em contratos de equipamentos, suprimentos de informática e serviços de manutenção. Oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em julho de 2025, a denúncia atribui ao prefeito suspeitas de corrupção passiva, contratação direta ilegal, fraude em licitações, fraude na entrega de produtos, peculato-desvio e associação criminosa. As acusações ainda serão apuradas no decorrer do processo.
Além de Castilho, outras seis pessoas — entre empresários e atuais ou ex-integrantes do serviço público — também se tornaram rés. O processo contra o prefeito continuará no TJSC, em razão do foro por prerrogativa de função. Já a ação referente aos demais acusados será encaminhada à Comarca de Jaguaruna, com aproveitamento dos atos processuais já realizados. Todos os réus têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Na mesma decisão, os desembargadores rejeitaram a denúncia por corrupção passiva contra o vereador Anderson de Souza (PP), por entenderem que não havia justa causa para o processo naquele momento. O Ministério Público poderá apresentar nova denúncia se reunir elementos suficientes.
A Operação Vale do Silício também resultou em outra denúncia, relacionada à gestão do ex-prefeito Dalmir Caraca Cândido (2017–2020), apresentada em novembro e ainda pendente de decisão judicial.















