A promulgação da emenda constitucional que extingue a escala de trabalho 6×1 provocou reação de entidades empresariais de Santa Catarina. Representantes da indústria, do comércio, dos serviços e do turismo apontam possíveis impactos sobre os custos operacionais, a contratação de trabalhadores, os horários de atendimento e os preços ao consumidor.
Segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode levar ao fechamento de 41,4 mil postos de trabalho no Estado em dois anos, incluindo 19,1 mil na indústria. A entidade também estima aumento de 11,4% no custo do trabalho. Já a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) projeta a eliminação de até 27 mil empregos formais.
A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) avalia que a mudança pode agravar a escassez de mão de obra, especialmente em micro e pequenas empresas. No setor de bares e restaurantes, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) estima que os custos com pessoal podem subir até 20% para estabelecimentos que mantiverem os horários atuais, com possível reflexo de cerca de 7% nos preços dos cardápios.
A mudança prevê dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e uma transição gradual para a jornada máxima de 40 horas semanais. As entidades empresariais defendem negociações coletivas e regras de adaptação para setores com funcionamento diário. As projeções de perdas de empregos e aumento de custos são estimativas das próprias organizações e dependem de como a nova regra será implementada.













