A vice-governadora do Estado de Santa Catarina, Marilisa Boehm (PL), negou a informação de que os novos servidores do Estado, contratados em regime de urgência para atuar em sua residência oficial, receberão salários entre R$ 9 mil e R$ 21 mil.
À reportagem do Portal Infosul, a assessoria de imprensa do Gabinete da gestora enviou uma nota oficial onde afirma que os valores divulgados não dizem respeito aos vencimentos dos colaboradores, mas sim aos custos de cada posto de serviço. Entre esses custos, os de natureza previdenciária, fiscal, trabalhista e demais encargos, além dos honorários dos prestadores de serviço.
Nesta semana, o jornalista Lauro Jardim deu publicidade às contratações em sua coluna no jornal O Globo. Ao todo, cinco servidores foram nomeados. Um deles, um cozinheiro com salário de R$ 21.411,44. Além deste, dois serventes, com salário de R$ 9.299,91 cada; outro cozinheiro, com remuneração de R$ 11.071,59; e um zelador com rendimento de R$ 10.394,40.
Quanto à contratação em caráter emergencial, a política justificou que “a empresa (terceirizada) anterior não estava cumprindo com o pagamento dos funcionários e não mantinha suas condições de habilitação para a prorrogação do contrato”, e que este novo contrato resultou em uma economia de 29,5% para os cofres públicos.
Leia a íntegra da Nota Oficial:
Em relação à nota publicada pelo jornalista Lauro Jardim nesta segunda-feira (10) o Gabinete da Vice-Governadora do Estado de Santa Catarina tem a esclarecer que a notícia não corresponde com a verdade na forma como foi divulgada.
Foi realizado um processo de contratação emergencial por 180 dias para prestação de serviços terceirizados na residência oficial da vice-governança, enquanto está em andamento o processo licitatório conduzido pela Secretaria de Estado da Administração, pois a empresa anterior não estava cumprindo com o pagamento dos funcionários e não mantinha suas condições de habilitação para a prorrogação do contrato.
Este novo contrato resultou em uma economia de 29,5% para os cofres públicos, pois houve uma diminuição de 10 postos de serviço para 05 postos de serviço, totalizando uma redução de custos no montante de R$ 151.685,76 para o período de contratação.
Outro equívoco divulgado pela nota é sobre a questão dos valores dos postos de trabalho de quem realiza as atividades descritas no contrato. Na verdade, os valores citados na nota dizem respeito ao custo de cada posto de serviço e não de salários individuais. Os valores correspondem aos salários, aos custos de natureza previdenciária, fiscal, trabalhista e demais encargos, além dos honorários dos prestadores de serviço.










