Uma denúncia sobre a suposta venda de atestados médicos em um consultório particular de Laguna ganhou repercussão nesta terça-feira, 6 de janeiro, após a divulgação de vídeos nas redes sociais pelo empresário Patrik Paulino, proprietário do Supermercado NOVO. Segundo ele, o documento teria sido comercializado pelo valor de R$ 125, em uma clínica localizada no Centro Histórico do município.
De acordo com o relato do empresário, uma funcionária apresentou um atestado médico com cinco dias de afastamento, datado de 24 de dezembro de 2025. Desconfiado da autenticidade, Paulino afirmou que foi até a clínica indicada no documento e encontrou o local fechado, além de constatar que o médico que assinava o atestado estaria fora da cidade na data informada. Em entrevista ao portal Agora Laguna, ele afirmou considerar o documento fraudado.
Ainda conforme o empresário, para confirmar a suposta prática irregular, outro funcionário foi até o consultório na manhã de segunda-feira, dia 5, utilizando uma câmera escondida. Nas imagens divulgadas, o homem solicita um atestado e efetua o pagamento de R$ 125, valor que, segundo o relato, corresponderia à metade do preço de uma consulta. Após o episódio, Paulino informou que registrou um boletim de ocorrência. O vídeo posteriormente foi removido das redes sociais.
O médico citado é Airton dos Anjos de Moraes, ex-secretário de Saúde e ex-vereador suplente de Laguna. Procurado, ele informou, por meio da recepcionista do consultório, que não irá se manifestar sobre o caso. O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) confirmou que tomou ciência da denúncia e que o caso foi encaminhado à Corregedoria para apuração.
Após a repercussão, a funcionária mencionada divulgou nota por meio de seu advogado, negando qualquer irregularidade. A defesa afirma que o atestado foi emitido de forma regular, em razão de um quadro clínico real, e sustenta que não há provas que vinculem a trabalhadora a práticas ilícitas. O texto também pede cautela na divulgação das informações e destaca que eventuais acusações precipitadas podem gerar implicações jurídicas. O espaço segue aberto para manifestações das partes envolvidas.







