O Ministério Público de Santa Catarina, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), prestou apoio ao Ministério Público de Goiás nesta terça-feira, dia 18 de abril, no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Chapecó e Tubarão.
As ações estão relacionadas a Operação Penalidade Máxima, deflagrada pelo órgão goiano em fevereiro. Ninguém foi preso nas cidades catarinenses.
Conforme o Ministério Público do Estado de Goiás, a Operação tem como objetivo obter provas de suposta associação criminosa especializada na manipulação de resultados de partidas de futebol profissional.
As investigações apontam que o suposto grupo criminoso atua mediante a cooptação de atletas para a manipulação de resultados nas partidas por meio de ações como, por exemplo, o cometimento de pênalti no primeiro tempo dos jogos, entre outras iniciativas.
O objetivo do esquema criminoso é viabilizar o êxito em apostas esportivas de elevados valores. Em contrapartida, segundo a apuração, os atletas recebem parte dos ganhos, em caso de êxito.
Estima-se que cada suspeito tenha recebido aproximadamente R$ 150 mil por aposta.
As investigações apontam que o grupo teria atuado, no mínimo, em três partidas ocorridas no final do ano de 2022 na série B do Campeonato Brasileiro de Futebol e estima-se que os valores envolvidos no esquema ultrapassem o montante de R$ 600 mil.










