A desembargadora Cinthia Bittencourt Schaefer, relatora da Operação Mensageiro, exige que o Presídio Regional de Criciúma explique as razões pelas quais o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli (PP) – preso preventivamente na unidade – estaria recebendo possíveis visitas sem qualquer registro nos sistemas de segurança, inclusive de agentes públicos. A apuração é do portal NSC.
Conforme despacho, a autoridade pediu também um posicionamento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e da defesa de Ponticelli. Caso seja confirmada a suspeita, a magistrada garante que os envolvidos poderão sofrer “uma série de responsabilizações nas mais diversas esferas”.
Em resposta, o MPSC destacou que a unidade prisional teria que apresentar a lista de visitas recebidas pelo gestor detido, devidamente cadastradas ou não, e que, caso não cadastradas, justifique a ausência dos devidos registros nos sistemas de controle de segurança pública.
Já o advogado Nilton Macedo Machado, responsável pela defesa de Joares Ponticelli, afirmou que se há falhas nas visitações, o problema é do Departamento de Administração Prisional e não da defesa. De acordo com o profissional, ele sempre visitou seu cliente em dias comuns, com um advogado do escritório, e que nunca soube ou encontrou qualquer outra pessoa em visitação.
AFASTAMENTO DO DIRETOR DO PRESÍDIO
Nesta terça-feira, dia 2 de maio, o diretor do Presídio Regional de Criciúma, Rodrigo Ferreira, foi afastado do cargo. A decisão foi tomada após denúncias de que ele estaria realizando tratamento privilegiado ao prefeito Joares Ponticelli.
“Temos um regulamento para seguir e cada gestor arca com suas consequências caso haja descumprimento das normativas, das leis que regem o bom andamento do sistema carcerário catarinense”, explica o secretário de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa, Edenilson Schelbauer, em entrevista ao jornalista Denis Luciano, para a Rádio Cidade em Dia.
O caso agora está sendo investigado e, de acordo com Schelbauer, testemunhas serão ouvidas para apurar se os fatos realmente ocorreram. A princípio serão ouvidos os policiais penais que atuam na unidade prisional e os presos envolvidos no caso. De acordo com Schelbauer, caso a facilitação seja confirmada, o diretor afastado do Presídio, ou algum policial penal envolvido, poderá ser afastado por 30 dias, sem remuneração, ou uma demissão simples.










