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Dia dos Pais: 137 crianças nascidas em 2022 na região da Amurel não possuem registro paterno

infosul

14 de agosto de 2022

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Foto: reprodução | Cidade Azul Notícias

Neste domingo, dia 14 de agosto, é celebrado o Dia dos Pais no Brasil. Apesar da data festiva, o Portal Infosul traz hoje, um levantamento do número de recém-nascidos na região da Amurel e que não tiveram o reconhecimento paterno neste ano de 2022. Todos os dados foram retirados do Portal da Transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

De acordo com o levantamento, das 3.027 crianças nascidas entre 1º de janeiro e 5 de agosto, 137 não tiveram o nome do pai registrado na Certidão de Nascimento. Desse total, 73 mães precisaram indicar ao cartório o nome do provável genitor para dar início ao reconhecimento judicial de paternidade.

Para a psicóloga Marcele Bressane, cada indivíduo lida de uma forma com a situação de abandono. “Algumas descobrirão o abandono e perceberão que qualquer pessoa pode abandoná-la, outras, se ligarão muito forte com os outros que estão ao seu redor, e aprendem a viver sem esse amor”, destaca a profissional.

Proporcionalmente, Imbituba e Santa Rosa de Lima foram os municípios que mais tiveram pais ausentes, totalizando 8% dos recém-nascidos cada. Em seguida, aparecem Imaruí (7%), Tubarão (5%) e Laguna (5%). Pedras Grandes e São Martinho foram as únicas cidades da região que não tiveram ausência do nome do pai nos registros.

Além dos pais que não reconhecem seus filhos em registro, há também aqueles que ignoram a responsabilidade afetiva e não compartilham experiências na educação das crianças. “Assim, ensinamos para a criança como ela deve ser tratada, o que ela deve esperar das pessoas. Desta forma, quando um pai some, todos perdem. A criança por não ter a inspiração de alguém forte, uma base ao seu lado, e um pai que perde o ato de ser pai”, finaliza Bressane.

Segundo o site Mundo Psicólogos, entre as principais características destes pais, algumas se destacam:

Falta de empatia: tem pouca conexão afetiva com os filhos e com as pessoas em geral. Mantém relações superficiais. Normalmente esse tipo de pai ausente é assim porque quer e não vê nada de errado nisso. Não se coloca no lugar da mulher e dos filhos, fugindo da responsabilidade de ser pai. Logo, não cria laços emocionais com as crianças.

Imaturidade emocional: pessoas que não amadureceram emocionalmente têm dificuldade para se relacionar. Não querem e não aceitam crescer. Fogem das obrigações e muitas vezes são pessoas tóxicas. A imaturidade emocional pode ser causada por um trauma na infância. Esses homens vivem como se fossem adolescentes e não são capazes de expressar suas emoções.

Irresponsabilidade: a maioria dos pais ausentes tomaram a decisão (consciente ou não) de fugir da responsabilidade de criar um filho. Atuam como se a criança não existisse, deixando todas as responsabilidades para a mãe ou outros cuidadores.

Egocentrismo: só olham para o próprio umbigo. O pai ausente faz seus planos como se os filhos não existissem. Prioriza outros temas como o trabalho, o dinheiro, a vida social, os esportes, etc.

Obsessão pelo trabalho: muitos pais ausentes são workaholics, podendo passar 14 horas ou mais no escritório. Nunca têm tempo para a família. Mesmo durante as férias, não conseguem desconectar e ter tempo de qualidade com os filhos. A ambição profissional está acima de tudo.

CONSEQUÊNCIAS EMOCIONAIS DA AUSÊNICA PATERNA

Ter um pai ausente pode deixar muitas sequelas. Ainda segundo o site Mundo Psicólogos, adultos que não tiveram o amor e cuidado paterno costumam ser:

Mais desapegados emocionalmente: têm dificuldades em estabelecer vínculos afetivos fortes e que duradouros. Além disso, muitos filhos de pais ausentes, repetem esse comportamento quando se tornam pais.

Mais inseguros: devido ao sofrimento emocional causado pela ausência paterna, são pessoas que têm mais medo da decepção e do abandono. O medo ao abandono pode gerar uma enorme dependência emocional em relação a outras pessoas.

Costumam ter a autoestima mais baixa: a rejeição paterna compromete a autoestima e deixa um vazio difícil de ser preenchido.

São mais propensas a apresentar algum transtorno psicológico: muitas vezes, o sofrimento gerado por um pai ausente pode ter várias consequências psicológicas como a depressão, a ansiedade e a anorexia.

São mais propensas a entrar em relações tóxicas: devido à baixa autoestima e à carência afetiva, pessoas que não tiveram um pai presente podem ter problemas para estabelecer relacionamentos saudáveis. Devido ao medo de perder novamente alguém que ama, muitas delas não são capazes de cortar determinados vínculos nocivos, vivendo relações abusivas e infelizes.

São mais propensas aos vícios: muitos filhos de pais ausentes tentam compensar essa carência de outra forma, podendo ser viciados em drogas, sexo, jogo, compras, etc.

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Dia dos Pais: 137 crianças nascidas em 2022 na região da Amurel não possuem registro paterno

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Neste domingo, dia 14 de agosto, é celebrado o Dia dos Pais no Brasil. Apesar da data festiva, o Portal Infosul traz hoje, um levantamento do número de recém-nascidos na região da Amurel e que não tiveram o reconhecimento paterno neste ano de 2022. Todos os dados foram retirados do Portal da Transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

De acordo com o levantamento, das 3.027 crianças nascidas entre 1º de janeiro e 5 de agosto, 137 não tiveram o nome do pai registrado na Certidão de Nascimento. Desse total, 73 mães precisaram indicar ao cartório o nome do provável genitor para dar início ao reconhecimento judicial de paternidade.

Para a psicóloga Marcele Bressane, cada indivíduo lida de uma forma com a situação de abandono. “Algumas descobrirão o abandono e perceberão que qualquer pessoa pode abandoná-la, outras, se ligarão muito forte com os outros que estão ao seu redor, e aprendem a viver sem esse amor”, destaca a profissional.

Proporcionalmente, Imbituba e Santa Rosa de Lima foram os municípios que mais tiveram pais ausentes, totalizando 8% dos recém-nascidos cada. Em seguida, aparecem Imaruí (7%), Tubarão (5%) e Laguna (5%). Pedras Grandes e São Martinho foram as únicas cidades da região que não tiveram ausência do nome do pai nos registros.

Além dos pais que não reconhecem seus filhos em registro, há também aqueles que ignoram a responsabilidade afetiva e não compartilham experiências na educação das crianças. “Assim, ensinamos para a criança como ela deve ser tratada, o que ela deve esperar das pessoas. Desta forma, quando um pai some, todos perdem. A criança por não ter a inspiração de alguém forte, uma base ao seu lado, e um pai que perde o ato de ser pai”, finaliza Bressane.

Segundo o site Mundo Psicólogos, entre as principais características destes pais, algumas se destacam:

Falta de empatia: tem pouca conexão afetiva com os filhos e com as pessoas em geral. Mantém relações superficiais. Normalmente esse tipo de pai ausente é assim porque quer e não vê nada de errado nisso. Não se coloca no lugar da mulher e dos filhos, fugindo da responsabilidade de ser pai. Logo, não cria laços emocionais com as crianças.

Imaturidade emocional: pessoas que não amadureceram emocionalmente têm dificuldade para se relacionar. Não querem e não aceitam crescer. Fogem das obrigações e muitas vezes são pessoas tóxicas. A imaturidade emocional pode ser causada por um trauma na infância. Esses homens vivem como se fossem adolescentes e não são capazes de expressar suas emoções.

Irresponsabilidade: a maioria dos pais ausentes tomaram a decisão (consciente ou não) de fugir da responsabilidade de criar um filho. Atuam como se a criança não existisse, deixando todas as responsabilidades para a mãe ou outros cuidadores.

Egocentrismo: só olham para o próprio umbigo. O pai ausente faz seus planos como se os filhos não existissem. Prioriza outros temas como o trabalho, o dinheiro, a vida social, os esportes, etc.

Obsessão pelo trabalho: muitos pais ausentes são workaholics, podendo passar 14 horas ou mais no escritório. Nunca têm tempo para a família. Mesmo durante as férias, não conseguem desconectar e ter tempo de qualidade com os filhos. A ambição profissional está acima de tudo.

CONSEQUÊNCIAS EMOCIONAIS DA AUSÊNICA PATERNA

Ter um pai ausente pode deixar muitas sequelas. Ainda segundo o site Mundo Psicólogos, adultos que não tiveram o amor e cuidado paterno costumam ser:

Mais desapegados emocionalmente: têm dificuldades em estabelecer vínculos afetivos fortes e que duradouros. Além disso, muitos filhos de pais ausentes, repetem esse comportamento quando se tornam pais.

Mais inseguros: devido ao sofrimento emocional causado pela ausência paterna, são pessoas que têm mais medo da decepção e do abandono. O medo ao abandono pode gerar uma enorme dependência emocional em relação a outras pessoas.

Costumam ter a autoestima mais baixa: a rejeição paterna compromete a autoestima e deixa um vazio difícil de ser preenchido.

São mais propensas a apresentar algum transtorno psicológico: muitas vezes, o sofrimento gerado por um pai ausente pode ter várias consequências psicológicas como a depressão, a ansiedade e a anorexia.

São mais propensas a entrar em relações tóxicas: devido à baixa autoestima e à carência afetiva, pessoas que não tiveram um pai presente podem ter problemas para estabelecer relacionamentos saudáveis. Devido ao medo de perder novamente alguém que ama, muitas delas não são capazes de cortar determinados vínculos nocivos, vivendo relações abusivas e infelizes.

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