A viagem de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos ganhou destaque na imprensa internacional nesta terça-feira, 27 de outubro, menos de 48 horas após a derrota do senador na eleição presidencial.
A agência Reuters informou ter confirmado a saída do Brasil com um aliado próximo do parlamentar e uma fonte do governo norte-americano. A notícia foi publicada por veículos de diferentes países, em meio ao descumprimento da ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal (PF).
Na Argentina, o Infobae noticiou a suspeita de que Flávio teria embarcado com a família em um jato particular em Puerto Iguazú, com destino aos Estados Unidos. O governo argentino, porém, informou não ter registro da entrada do senador no país. Já o La Nación publicou relatos de fontes próximas ao parlamentar sobre uma possível participação norte-americana na viagem. A rota e as circunstâncias da saída ainda não foram esclarecidas oficialmente.
Nos Estados Unidos, o The New York Times destacou a viagem após a decisão judicial que determinou a entrega dos passaportes. Na Europa, o espanhol El País relembrou a reação de Flávio ao resultado eleitoral e comparou o episódio à viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos após a derrota em 2022. O britânico The Guardian, por sua vez, abordou possíveis impactos da saída do senador para a reorganização da direita brasileira.
A situação também gerou incerteza entre aliados políticos. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, afirmou não ter notícias de Flávio desde a manhã desta terça-feira. Paralelamente, o investidor Simón Levy publicou nas redes sociais que o parlamentar teria chegado aos Estados Unidos e atribuiu a viagem a uma articulação envolvendo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Essa última alegação não foi confirmada oficialmente pelo governo dos EUA.
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