A Justiça condenou a 40 anos de reclusão um homem acusado de estuprar a própria filha, em Sangão. Os crimes ocorreram quando a menina tinha 8 anos e vieram à tona apenas em 2025, após a vítima revelar os abusos depois de assistir a uma palestra sobre violência sexual na escola. O réu está preso preventivamente desde outubro do ano passado.
Segundo a investigação, os abusos aconteceram de forma repetida, principalmente nos momentos em que a mãe saía para trabalhar. À Polícia Civil, a criança relatou que o pai afirmava que os atos serviriam para que ela “parasse de fazer xixi na cama”. Atualmente, mãe e filha moram no interior do Rio Grande do Sul.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que o condenado já havia sido alvo de outros dois inquéritos por crimes sexuais contra crianças, instaurados há mais de dez anos. Conforme os policiais, as ocorrências apresentavam características semelhantes, com vítimas menores de 10 anos que conviviam com o suspeito e eram abordadas quando ficavam sozinhas com ele.
Os antigos inquéritos foram anexados ao processo para reforçar o conjunto de provas. De acordo com a investigação, embora as vítimas não se conhecessem, os relatos sobre a forma de atuação do condenado apresentavam semelhanças, o que contribuiu para a apuração dos fatos e para a condenação.








