Nove servidores municipais de Sangão, incluindo o prefeito reeleito Castilho Silvano Vieira (PP), foram afastados da função pública durante uma operação realizada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, dia 7.
A investigação, conduzida pela 2ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (2ª Decor), apura contratação direta ocorrida de maneira irregular relacionado aos serviços de assessoria de comunicação de marketing e gerenciamento de mídias sociais do município.
De acordo com a Polícia Civil, em dezembro de 2023 um dos investigados passou a prestar serviços publicitários para a prefeitura e para o chefe do Executivo sem, contudo, possuir contratos com o ente.
Assim sendo, a fim de viabilizar o pagamento pelos serviços prestados, em fevereiro de 2024, criaram uma dispensa de licitação para, desta forma, viabilizar o pagamento pelos serviços que já vinham sendo prestados. O certame apresentou diversas inconsistências, estando, portanto, em desacordo com as exigências legais.
Além disto, evidenciou-se que os serviços pagos com recurso público tinham por objetivo financiar a campanha eleitoral de Castilho que, na eleição corrente, se tornou reeleito.
A 2ª Decor representou por mandados de busca e apreensão, sequestro de valores, afastamentos das funções públicas, proibição de manterem contato entre si e outras medidas cautelares diversas da prisão.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), através da Sub Procuradoria Geral de Justiça e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) de Criciúma, manifestou-se pelo deferimento das medidas, restando-as deferidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. As ordens judiciais foram cumpridas pela manhã no município. A ação deflagrada foi batizada de Operação Propagare.











