Em decisão publicada nesta terça-feira, dia 25 de julho, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a prisão preventiva do ex-vice-prefeito de Tubarão, Caio Tokarski, no âmbito da Operação Mensageiro.
Na peça, a defesa alegou subjetividade na fundamentação utilizada na revisão da prisão, uma vez que outros investigados teriam tido condutas mais graves que as de Tokarski e ainda assim foram libertos.
Entretanto, para a decisão, a magistrada destacou os indícios de que o réu seria o mentor e operador do esquema criminoso na Prefeitura de Tubarão, e que supostamente teria recebido mais de R$ 2 milhões em propina. Além disso, lembrou o fato de ter sido encontrado no carro de Tokarski, um documento que tinha como objetivo a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina para atentar contra a investigação.
“Em resumo, a gravidade concreta da conduta, a absoluta notória periculosidade social do réu, o risco à reiteração delitiva, a necessidade do resguardo da ordem pública, econômica e a correta colheita das provas na instrução processual evidenciam a imperiosidade da prisão preventiva de Caio César Tokarski, motivo pelo qual o decreto constritivo deve ser mantido. Portanto, há de se manter a prisão preventiva de Caio César Tokarski”, concluiu a ministra.
SEGUNDO PEDIDO NEGADO
Desde que renunciou ao cargo de vice-prefeito de Tubarão no dia 9 de junho, esse é o segundo pedido de liberdade negado a Caio Tokarski.
O primeiro foi assinado pela juíza da primeira instância, Gabriella Matarelli Calijorne Daimond Gomes, na última sexta-feira, dia 21.
A magistrada foi designada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para atuar no processo após os nove juízes da Comarca de Tubarão se declararem suspeitos para o julgamento.
Embora a magistrada seja dotada na Comarca de Jaguaruna, o processo contra Caio Tokarski permanece em tramitação no Fórum de Tubarão.










