Embora tenha sido solto, Joares Ponticelli (PP) permanecerá distante da Administração Municipal. A decisão é assinada pela desembargadora e relatora da Operação Mensageiro, Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Shaefer.
Para ela, Ponticelli “ostenta cargo de superioridade hierárquica perante quase todas as testemunhas, o que elenca a necessidade de que esteja afastado cautelarmente do cargo para a correta colheita da prova oral, sem qualquer tipo de mácula ou tentativa de influência”.
A autoridade ainda destaca que o prefeito teria tido conhecimento das investigações antes mesmo da deflagração da Operação Mensageiro e, conforme indícios apontados nos autos, utilizava de servidores do município para empreitadas delitivas.
Entretanto, o afastamento de Joares Ponticelli não é definitivo. Ele, que permanece réu nas investigações, continuará sem poder exercer suas funções na municipalidade por 180 dias.
Durante esse período, ele também será monitorado por tornozeleira eletrônica.
Além disso, o político está veementemente proibido de sair do Cidade Azul e adentrar na Prefeitura Municipal de Tubarão, bem como de ter contato com qualquer testemunha, réu ou colaborador premiado da ação penal ou de procedimentos que tenham relação com a Operação que é investigado.
Outra determinação da Justiça é para que Ponticelli não utilize de terceiros para tentar administrar o ente-público.
Caso ele descumpra quaisquer das medidas cautelares, poderá ter a prisão preventiva restabelecida.










