O Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa, ficou lotado para o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, nesta terça-feira, dia 4 de abril. Mais de 450 pessoas de várias parte do estado viajaram até Florianópolis para acompanhar a iniciativa do deputado estadual Pepê Collaço (PP).
Um grupo de trabalho foi criado para que, a partir de agora, os profissionais possam debater periodicamente sobre o assunto com os deputados. “Há muito o que ser discutido, para que possamos ter mais conhecimento desse assunto tão sensível e estabelecer leis cada vez mais eficientes“, destacou Collaço.
A presidente da Associação Catarinense de Autismo (ASCA), Catia Cristiane Purnhaugen, lembrou que o debate precisa envolver saúde, educação e assistência social. “Só tenho a agradecer por essa iniciativa. Tenho certeza que vamos conseguir avançar muito nessa luta”, ressaltou.
Principais desafios
Os médicos Jaime Lin e Michel Ghisi Callegari, de Tubarão, palestraram sobre as características e os desafios enfrentados pelas pessoas com transtorno do espectro autista e suas famílias. “É mito que o diagnóstico do TEA só pode ser fechado após os 3 anos. Quanto antes, melhor, e temos que encontrar um jeito de protocolar o tratamento, pois não existe um protocolo”, destacou o psiquiatra Michel.
O filho de Patricia Correia Machado, de Capivari de Baixo, de 4 anos, foi diagnosticado com transtorno do espectro autista há cinco meses e a mãe teve dificuldades em encontrar tratamentos e terapias adequados. “Autistas são pessoas que precisam de prioridade. Precisamos de mais pessoas capacitadas, especialistas na área”, declarou ela.












