Levantamento realizado pela Defesa Civil, com informações da Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, indica que oito pessoas ficaram desalojadas e outras 145 desabrigadas em São Martinho.
No setor público, os prejuízos estimados ultrapassam R$ 7,5 milhões, entre obras de infraestrutura, instalações de saúde, educação e serviços. Enquanto na iniciativa privada, além das 62 residências que foram danificadas pelo evento climático, ocasionando prejuízo estimado aproximado de R$ 2,8 milhões, diversos setores da economia local também tiveram perdas: Agricultura (R$ 798 mil), Pecuária (R$ 3,2 milhões), Indústria (R$ 490 mil), Comércio (R$ 3,4 milhões), e Serviços (R$ 460 mil), ambas estimadas.
Essa foi a maior enchente já registrada no município. Dados da Agência Nacional de Águas mostram que o Rio Capivari atingiu a cota de 10,38 metros no dia 1º de dezembro. Isso significa que o nível do rio subiu 6,38 metros além do seu nível normal. Pelo histórico, com exceção do mês de maio, o rio local não ultrapassava seu nível de emergência (5,50 metros) há 10 anos.
Agora, o município aguarda o reconhecimento do decreto de Situação de Emergência por parte do Governo Federal. Essa autenticação deve possibilitar aos moradores diretamente afetados o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), linhas de créditos especiais para pessoas físicas e jurídicas e recursos para a reestruturação da Administração Pública.













