Aumento de 15% na mensalidade da UniSul causa indignação e estudantes marcam protesto para esta quinta-feira

Foto: Unisul Hoje

Educação não é mercadoria. Esse é o lema dos estudantes da Universidade do Sul de Santa Catarina - Unisul, que consideram abusivo os reajustes impostos nas mensalidades para o ano de 2022 anunciados pelo Grupo Ânima, administrador da instituição tubaronense.

De acordo com Pedro Henrique Almeida, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de Tubarão, no dia 9 de dezembro, a Ânima informou ao Diretório que os alunos do curso de Medicina teriam um reajuste de 15% nas mensalidades no ano de 2022, enquanto nos demais cursos o aumento seria de 11,5%. “A Unisul sempre ouviu os estudantes. Agora, entretanto, tentamos conversar com a diretoria da Ânima, que é a organização que dá a cartada final, mas eles disseram que esse diálogo não faz parte da política deles. Eles têm um corpo técnico e o reajuste é definido por eles”, afirmou o representante estudantil.

Diante da situação, uma manifestação foi agendada para esta quinta-feira, dia 6 de janeiro, nos polos da Unisul Tubarão e Pedra Branca. Na Cidade Azul a concentração será em frente ao prédio sede da universidade, às 19 horas. Os estudantes pedem diálogo e a revisão do percentual imposto.

“Os 15% de aumento na nossa mensalidade é equivalente ao valor gasto e destinado para pagar o aluguel, a luz e a internet mensal de muitos de nós alunos da medicina de Tubarão. Isso significa que, inevitavelmente, esse reajuste abusivo ultrapassa o orçamento familiar e gera uma insegurança na permanência em nosso curso”, desabafa a estudante do 6º semestre de medicina, Ana Paula Pasqualotto.

À reportagem do Portal Infosul, a UniSul afirmou que preza pela transparência e que o reajuste ocorre anualmente, bem como os investimentos realizados constantemente para garantir a qualidade acadêmica. Confira o pronunciamento na íntegra:

Em atenção ao questionamento do Portal Infosul, a UniSul esclarece que o reajuste de mensalidade acontece anualmente, de acordo com a Lei nº. 9.870/99 e conforme previsto em contrato firmado com seus estudantes. A variação de custos da instituição, bem como os investimentos realizados constantemente para garantir qualidade acadêmica e melhorias de infraestrutura, compõem o percentual.

Importante destacar que para a instituição, a transparência é fundamental. Por isso, tão logo a decisão foi tomada, toda a comunidade acadêmica foi comunicada, assim como realizadas reuniões com as lideranças estudantis. Vale destacar que estão disponíveis, em todas as unidades, as planilhas que autorizam a recomposição, em atendimento à Lei 9.870/99, e ao Decreto nº 3.274/1999, que a regulamenta. A UniSul reforça o canal aberto com seus alunos, e o compromisso da instituição no seu aprimoramento constante, para oferecer a melhor formação e vivência aos estudantes.

“Parece que a Ânima vive em uma redoma de vidro, na qual todos os seus alunos fazem parte de um estrato social capaz de sustentar e aceitar a imposição de um ensino elitizado com custos exorbitantes. Posso afirmar, no entanto, que ser economicamente carente e querer cursar medicina em alguma instituição administrada pela ÂNIMA é um paradoxo, senão uma utopia”, conclui Pasqualotto.

A expectativa é que dezenas de alunos participem do movimento. “O momento é difícil, mas a gente espera a participação de pelo menos 50 colegas unidos nessa causa”, destaca Pedro Henrique

Além do DCE Tubarão, convocam os estudantes para o manifesto os diretórios: CAMC, CAMGA, AAAMUPB, AEMESC- Unisul, IFMSA- Unisul, Cadit, Caenf, Crypto, Datic, CAC, Coliga, ATEUS, AAAPUF, ATARI, CANAL, Cavalaria, AACAU, CAPUT, CAPSI, CARI, CAEEL, AAASUF, AAPSI.

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